quarta-feira, 13 de maio de 2009

SOPRO DO MAR


Do sopro do mar retornei.
Caminho pelos
Grãos de areia, sorrateiramente,
Afundando os dedos dos pés.
O vento me leva
Para frente.
Deslizo a mercê do horizonte,
As cores entre o vermelho
E o amarelo
Confundem meus olhos,
Tento entender a figura
Translúcida que
Vem ao meu encontro,
Entrego-me totalmente
A paisagem desfigurada.
Prossigo rapidamente e
Vejo-te, com tua tez rosada,
E teu sorriso largo envolvido em
Teus olhos chorosos
E teus braços abertos,
Que se põe diante de mim.
Aperta-me e me beija,
Como se fosse à última vez.
Abro os olhos e choro,
Ao ver-te tão distante
Das minhas emoções.

Rogéria Albuquerque
21/01/2009

Um comentário:

  1. sensações estas já sentidas,
    necessárias,
    mas que não sejam repentinas

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